Vivemos em um tempo em que somos constantemente comparados — nas redes, no trabalho, nas relações. Aos poucos, esse olhar externo pode enfraquecer nosso próprio olhar interno.
A baixa autoestima raramente nasce em um único instante. Ela é construída em pequenas cenas: uma crítica que ficou, uma comparação que doeu, um gesto de afeto que faltou. E, quando se instala, faz com que a pessoa perceba a si mesma através de lentes distorcidas.
A psicanálise oferece um espaço onde é possível olhar para essa história com calma. Escutar o que foi silenciado. Reconhecer o que ficou preso em experiências antigas. E, aos poucos, reconstruir o amor próprio — não como uma resposta rápida, mas como uma relação verdadeira consigo mesmo.
Cuidar do amor próprio é cuidar da própria história.
