Sobre mim

Uma escuta construída em presença.

 

Sou Rosemeire Valéria, psicanalista. Acompanho pessoas em processos de autoconhecimento, ressignificação de experiências e reconstrução de vínculos consigo mesmas e com os outros.

Minha prática clínica é atravessada por um interesse constante em compreender o sujeito para além de rótulos, diagnósticos ou respostas prontas.

Se algo em você pede mudança, mas ainda não encontra palavras, a análise pode ser esse espaço de apoio: um lugar para sustentar perguntas, escutar o que insiste e construir, aos poucos, um modo mais próprio de existir.

Acredito que o cuidado mental não se faz com respostas rápidas nem com fórmulas generalizadas. Cada história tem seu tempo, sua linguagem, seus silêncios — e é justamente aí, no que ainda não foi dito, que a psicanálise trabalha.

Meu compromisso é oferecer uma escuta comprometida com a singularidade de cada pessoa. Um espaço onde diagnósticos não substituem histórias, onde emoções difíceis podem ser hospedadas, e onde a palavra volta a ter peso e possibilidade.

É esse encontro entre o que você viveu, o que sente hoje e o que ainda deseja se tornar que orienta o trabalho analítico — devagar, com respeito, e sempre a partir de você.

Psicanálise Online

A Psicanálise foi criada em fins do séc. XIX por Sigmund Freud, e vem se reinventando, mas algo se mantém  da mesma forma desde a fundação:

– A psicanálise tem como material de trabalho o inconsciente, na relação estabelecida entre a pessoa atendida e o psicanalista. Os comportamentos, escolhas e gostos podem ser pensados como determinados inconscientemente. Lacan retoma a invenção freudiana e articula com elementos da linguística, da etnologia e da filosofia fundando uma nova clínica dos fenômenos psíquicos inconscientes. Lacan vem nos dizer que cada analista precisa reinventar a psicanálise, a partir do que conseguiu retirar do fato de ter sido analisando por algum tempo. ‘Reinventar‘ designa o movimento de retorno à origem para saltar em direção ao futuro.

Tal afirmação deixa claro, que  a forma de acessar esse conteúdo inconsciente, de estabelecer a relação com a pessoa atendida, certamente varia entre diferentes psicanalistas. Por isso, quero contar um pouco sobre como exerço meu trabalho.

Oriento-me por uma perspectiva transdisciplinar de trabalho. Dessa forma, parto da ideia de que as fronteiras construídas entre os saberes (o acadêmico e o popular, por exemplo) são arbitrárias, isto é, tomo os diversos saberes como igualmente valorosos, mutuamente complementares, inclusive aqueles saberes trazidos pela pessoa atendida. Entendo que, ao mesmo tempo que a psicanálise leva em conta o sujeito individualizado, não perde de vista que se trata de uma pessoa inserida em sociedade e, por isso, deve levar em conta o sujeito em toda sua complexidade. Entendo que tomar a teoria como verdade una, inconteste, nos faz incorrer no risco de alienar o outro de sua subjetividade ao impor como visão de mundo aquilo que entendo como correto. A teoria e o analista não devem suplantar o sujeito e sua complexidade, a escuta analítica deve funcionar como suporte ao sujeito.

Acredito que, assim, consigo oferecer uma escuta qualificada e acolhedora, bem como intervenções que façam sentido para a pessoa atendida, que lhe provoquem reflexões críticas sobre a situação vivenciada, sobre seus sofrimentos e afetos.

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O que esperar da Psicanálise?

– Transformação

Descobrir pelo que sofremos e o que de fato desejamos permite fazermos  reposicionamentos mais certeiros na vida, porque  a partir de então passamos a fazer escolhas com nossas verdades e não por necessidade e, quando nos damos conta dessa possibilidade  de mudança em nossas vidas é como se tivéssemos alargado nossos caminhos. Isso é transformador, é libertador!

– Verdade

A análise vai nos fazer dar conta de que não somos os únicos e que não sabemos de tudo, essa é uma descoberta que pode fazer doer e provocar desconforto e angústia.
A psicanálise pode ser tudo, menos tolerante com nossos desejos de iludirmos a nós mesmos.